4 de março de 2015

Feminicídio: desafios e recomendações para enfrentar a mais extrema violência contra as mulheres

O Brasil está entre os países com maior índice de homicídios de mulheres no mundo – quadro que reforça a urgência de respostas eficazes do Estado e da sociedade para prevenir e punir a violência de gênero. Na América Latina, instituições internacionais traçam recomendações para enfrentar o alto índice de assassinatos de mulheres, enquanto 11 países latino-americanos já criaram leis específicas para coibir o feminicídio.

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais comuns são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda da propriedade sobre as mulheres, em uma sociedade marcada pela desigualdade de gênero, como a brasileira

Com uma taxa de 4,4 assassinatos em 100 mil mulheres, o Brasil está entre os países com maior índice de homicídios femininos: ocupa a sétima posição em um ranking de 84 nações, segundo dados do Mapa da Violência 2012 (Cebela/Flacso). “Mais de 43 mil mulheres foram assassinadas no País na última década, uma realidade vergonhosa que torna a tipificação penal do feminicídio uma demanda explícita e urgente, cuja real aplicação tem no Judiciário elemento indispensável”, comenta Flávio Crocce Caetano, secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça.

No País, o cenário que mais preocupa representantes do Estado engajados em impedir a mais extrema das violências de gênero é o do feminicídio íntimo, aquele cometido em contexto de violência doméstica. Além desse, outras duas circunstâncias que caracterizam este crime são a prática de violência sexual ou a tortura e mutilação da vítima antes ou depois do assassinato – segundo Projeto de Lei do Senado que pode criar uma tipificação penal específica para esse crime (PLS 292/2013).

De acordo com o Mapa da Violência, altas taxas de feminicídio costumam ser acompanhadas de elevados níveis de tolerância à violência contra as mulheres e, em alguns casos, são exatamente o resultado dessa negligência. Os mecanismos pelos quais essa tolerância é exercida podem ser variados, mas um prepondera: a culpabilização da vítima como justificativa dessa forma extrema de violência.

“Basicamente, o mecanismo de autojustificação de várias instituições, principalmente aquelas que deveriam zelar pela segurança e pela proteção da mulher, coloca a vítima como culpada. A mulher é responsabilizada pela violência que sofre. Este tipo de postura institucional de tolerância à violência e impunidade não só permite como incentiva o feminicídio”, avalia o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, responsável pelo Mapa da Violência.

Esse quadro coloca desafios para o poder público, que busca formas de avançar na efetivação da Lei Maria da Penha e ainda debate novos caminhos para complementar a legislação e coibir de maneira efetiva o assassinato de mulheres.

A preocupação no Brasil está em sintonia com a crescente dedicação de organizações internacionais a este tema: órgãos da ONU discutem a criação de protocolos para investigar e enfrentar o problema, enquanto 11 países latino-americanos já criaram leis específicas para coibir o feminicídio.


Dados revelam a gravidade do feminicídio íntimo

Por falta de um tipo penal específico ou de protocolos que obriguem a designação do assassinato de uma mulher em razão do gênero em grande parte da rede de Saúde ou Segurança Pública, o feminicídio ainda conta com poucas estatísticas que apontem sua real dimensão no País.

O Mapa da Violência 2012 é uma referência sobre o tema e revelou que, entre 1980 e 2010, mais de 92 mil mulheres foram assassinadas, sendo 43,7 mil só na última década – ou seja, em média, a cada 2 horas uma brasileira foi morta por condições violentas.

Além de grave, o número aumentou. Comparando-se o número de mortes no primeiro ano (1980) e no último (2010) do período estudado, os homicídios passaram de 1.353 para 4.465 – um aumento de assustadores 230%.

O Mapa da Violência mostrou ainda que é no ambiente doméstico que mais ocorrem as agressões contra as mulheres. No estudo, em 71,8% dos atendimentos registrados a violência aconteceu na residência da vítima e 41% das mortes femininas ocorreram dentro de casa. Em 42,5% dos casos, o agressor é o parceiro ou ex-parceiro da mulher. Na faixa entre os 20 e os 49 anos, esse percentual salta para 65%.

“São grupos familiares que, repetidamente, à revelia, violentam as mulheres e seguem como se nada tivesse acontecido”, frisa Jacobo. “Esse é um problema que tem que ser enfrentado, pois se trata de um grupo vulnerável, que legalmente deve ter proteção prioritária e está sendo oprimido”, complementa.

Uma certeza entre especialistas é que esses dados mostram que a violência doméstica é a maior motivadora dos feminicídios no Brasil. Para a juíza Adriana Ramos de Mello, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), “este é um problema muito sério. O Brasil está em 7º lugar no Mapa da Violência e grande parte desses assassinatos ocorre no âmbito doméstico e é fruto de uma sociedade patriarcal marcada pela desigualdade de poder nas relações”.

Diferentemente de outros países da América Latina nos quais o homicídio associado à violência sexual é o mais preocupante, no Brasil o homicídio por alguém que manteve ou mantém uma relação de afeto com a vítima é o mais alarmante. Em geral, o feminicídio é precedido por outras formas de violência e, portanto, poderia ser evitado.

“O feminicídio íntimo é um contínuo de violência. Antes de ser assassinada a mulher já passou por todo o ciclo de violência, na maior parte das vezes, e já vinha sofrendo muito tempo antes. A maioria dos crimes ocorre quando a mulher quer deixar o relacionamento e o homem não aceita a sua não subserviência”, explica a magistrada do Rio de Janeiro.

População avalia que risco de feminicídio é real

Recente pesquisa de opinião revela que a percepção da população brasileira é de que a vida da mulher de fato está em grande risco quando ela sofre violência doméstica. Segundo o levantamento Percepção da Sociedade sobre Violência e Assassinatos de Mulheres (Data Popular/Instituto Patrícia Galvão), lançada em agosto, 85% dos entrevistados acham que as mulheres que denunciam seus parceiros ou ex quando agredidas correm mais risco de serem assassinadas.

O silêncio, porém, também não é apontado como um caminho seguro: para 92%, quando as agressões contra a esposa/companheira ocorrem com frequência, podem terminar em assassinato. Ou seja, o risco de morte por violência doméstica é iminente e sabido.

Para a socióloga Fátima Pacheco Jordão, especialista em pesquisas de opinião, estudos mostram a seriedade do problema. “De um lado as estatísticas do Brasil em relação ao resto da América Latina são terríveis, os números em si do Mapa da Violência já mostram a gravidade. O segundo ponto é que a pesquisa sobre assassinatos revela a percepção de naturalidade da população, mostrando que, para a maioria, o fim violento por homicídio é passível de acontecer correntemente”, explica.

Segundo a especialista, o contexto de violência doméstica agrava ainda mais o quadro. “Se pensarmos a questão do valor da residência, do abrigo privado, da condição familiar como o espaço mais perigoso para as mulheres, o problema ultrapassa qualquer limite de aceitação. Ou seja, vai além de um grau de civilização, está no plano da barbárie, no qual o espaço privado esconde execuções e torturas”, destaca.

Equipamentos para cumprir a lei

Entre as propostas para evitar essas ‘mortes anunciadas’, algumas são mais recorrentes na avaliação dos especialistas: o engajamento das instituições públicas para efetivar plenamente a Lei Maria da Penha é um caminho, tanto no sentido de proteção à vida das mulheres, no curto prazo, quanto para coibir o problema, por meio das ações de prevenção à violência de gênero no longo prazo.

“São necessárias também políticas de prevenção e reeducação, porque a Lei sozinha não extingue o crime. Nesse sentido, a responsabilidade do Estado, e também da sociedade, é trabalhar na implementação dos serviços que a Lei Maria da Penha propõe, como políticas de educação, uma rede intersetorial de atendimento em Saúde, Assistência Social, Segurança Pública e Justiça. Precisamos que sejam implementadas em todo o País as Defensorias das Mulheres, as Varas de Enfrentamento à Violência Intrafamiliar e contra as Mulheres, casas abrigo e serviços de atenção psicossocial”, afirma a médica Ana Flávia d’Oliveira, pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Para a juíza do TJRJ, Adriana Mello, é preciso discutir mais a questão da violência contra as mulheres no campo da educação e também com profissionais que atuam na atenção às vítimas, especialmente nos equipamentos de Saúde e Segurança Pública e no Sistema de Justiça.

Além dos desafios para a efetivação da Lei Maria da Penha, outras ações são discutidas para complementar o enfrentamento ao feminicídio. Entre elas, está a proposta de criação de um tipo penal específico para este crime, que auxilie a produzir dados para embasar políticas públicas. Também a adoção de protocolos para investigação do feminicídio, que por um lado auxiliariam na produção desses dados, e por outro garantiriam maior eficácia na coleta de provas e perícia para dar materialidade a este tipo de crime.

“Como boa parte desses homicídios é íntimo, a cena do crime pode ser desfeita, as provas e testemunhas podem ser mais difíceis também. Isso pode prejudicar a investigação e, consequentemente, o processo penal. Então, a instauração de protocolos de investigação para a Polícia, Ministério Público e Magistratura é recomendada”, explica a juíza.

Recomendações de organismos internacionais

A preocupação com os homicídios de mulheres no Brasil está em sintonia com a crescente dedicação de organizações internacionais ao tema. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e a ONU Mulheres, por exemplo, estão finalizando a elaboração do protocolo latino-americano de investigação de mortes de mulheres por razões de gênero. Paralelamente e de modo complementar a esta iniciativa, foi elaborado um Guia de Recomendações para a Investigação Eficaz do Feminicídio, em cooperação com especialistas latino-americanos que analisaram os erros mais frequentes cometidos nas investigações e processos nos casos de feminicídio e traçaram recomendações para superar tais problemas. O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas também iniciou um processo interno para criação de uma declaração ou protocolo universal sobre o feminicídio. A ideia é apresentar uma petição para discutir o tema na Assembleia Geral da ONU no próximo ano.

Para a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência, Eleonora Menicucci, as iniciativas respondem ao desafio de se enfrentar o crime do feminicídio a partir de um dos consensos que cerca esse tema: o de que as investigações do crime têm caráter especializado e que, muitas vezes, por falta de uma real perspectiva de gênero, não se coletam as evidências necessárias, fomentando assim a impunidade crônica que estimula a sua recorrência.

Tanto o Guia como o protocolo deverão ser usados em processos de capacitação nos países latino-americanos, para que as recomendações indicadas sejam de fato colocadas em prática, segundo informou um dos autores do Guia, o advogado espanhol, doutor em Direito e mestre em Direitos Humanos, Emilio Gines Santidrián, em passagem pelo Brasil.

Segundo o jurista, a publicação é um avanço na América Latina e se soma às legislações e sentenças que visam a penalização de feminicidas em diversos países da região. El Salvador, Guatemala, Colômbia, Nicarágua e Bolívia já criaram leis especiais de prevenção, atenção e sanção da violência contra as mulheres que abordam o feminicídio. Já Costa Rica, Chile, Peru, Argentina, Honduras e México reformaram as leis penais nacionais existentes nesse sentido. (Confira aqui o quadro sobre as legislações da América Latina)

“Já tivemos decisões importantes nas cortes da Guatemala, El Salvador e Peru, que ajudam a dar visibilidade para esse tipo de crime. Essas sentenças favoráveis indicam que está havendo uma mudança de consciência do Judiciário, que não está mais encarando esses casos com preconceito”, aponta Santidrián, também membro do Subcomitê para Prevenção da Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas e Degradantes das Nações Unidas.

Reconhecimento global

A sensibilização em torno do tema também marcou a 57ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW) da ONU, realizada em Nova York, em março deste ano, com a presença de representantes dos 45 países membros. No encontro, houve o reconhecimento internacional do crime de assassinato de mulheres relacionado à sua condição de gênero. A 57ª CSW recomendou ainda o fortalecimento de legislações para punir o grave fenômeno.

A mesma recomendação é feita pelo Comitê sobre a Eliminação da Discriminação contra a Mulher da ONU (CEDAW). “O Comitê entende que é importante essa explicitação e se manifesta aos países com a recomendação de que realizem tipificações como essa, que são positivas por dar visibilidade ao feminicídio”, afirma a advogada e presidente do CEDAW, a brasileira Silvia Pimentel, que também integra o Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem).

Sensibilização é o primeiro passo

Para a especialista da ONU, a maior sensibilização dos órgãos internacionais – manifesta inclusive por recomendações do CEDAW chamando atenção para o feminicídio nas análises feitas a partir de relatórios periódicos enviados pelos países sobre a situação da violência contra as mulheres – é um exemplo dos avanços obtidos no cenário internacional. “Até pouco tempo, o feminicídio não era verbalizado, destacado ou criminalizado. Simplesmente, era uma questão que não aparecia nesses trabalhos”, destaca.

A mesma visão é compartilhada pela representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman. “Cada vez mais os países estão ratificando o feminicídio como delito específico. Isso foi feito de diferentes maneiras, mas o que é importante para nós é que o Sistema de Justiça está abordando o tema de uma forma específica, o que há alguns anos não se fazia. Podemos pensar que, com melhores sistemas de informação e com mais tempo – porque são legislações muito recentes, a tendência será diminuir a violência contra as mulheres”, acredita a representante da ONU Mulheres.


Ipea divulga pesquisa sobre a efetividade da Lei Maria da Penha


Estudo estimou o impacto da lei nas taxas de homicídios de mulheres

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira ( 04/03), em Brasília, um estudo sobre a efetividade da Lei Maria da Penha (LMP). Os resultados indicam que a Lei fez diminuir em cerca de 10% a taxa de homicídio contra as mulheres dentro das residências. O evento contou com a participação da secretária de Enfrentamento à Violência da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/PR), Aparecida Gonçalves.

Os autores ressaltam, no entanto, que a efetividade não se deu de maneira uniforme no país, por causa dos “diferentes graus de institucionalização dos serviços protetivos às vítimas de violência doméstica”. Para mais informações sobre a distribuição de serviços protetivos à mulher no território nacional, consulte o segundo estudo divulgado nesta quarta-feira, a Nota Técnica - A institucionalização das políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil (versão preliminar).

Apesar de a Lei Maria Penha não ter como foco o homicídio de mulheres, a pesquisa partiu do pressuposto de que a violência doméstica ocorre em ciclos, “onde muitas vezes há um acirramento no grau de agressividade envolvida, que, eventualmente, redunda (muitas vezes de forma inesperada) na morte do cônjuge”, por isso “seria razoável imaginar que a lei, ao fazer cessar ciclos de agressões intrafamiliares, gere também um efeito de segunda ordem para fazer diminuir os homicídios ocasionados por questões domésticas e de gênero”, defendem os autores.

Dados - Os dados utilizados para a análise dizem respeito às agressões letais no Brasil e foram obtidos por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Os registros do SIM são contabilizados com base nas informações das declarações de óbitos fornecidas pelos Institutos Médicos Legais (IMLs). Além da “causa básica do óbito”, foram utilizadas as variáveis referentes ao sexo do indivíduo e à data do registro, bem como o município de ocorrência.

A evolução da taxa de homicídios em residência para o Brasil no período entre 2000 e 2011 é apresentada no gráfico 1. A análise dos homicídios dentro das residências é importante, pois, segundo as evidências internacionais e nacionais, em mais de 90% dos casos, os responsáveis são conhecidos familiares da vítima, configurando situações tendem a se aproximar mais dos eventos associados às questões de gênero.

 Taxa de homicídio ocorridos em residência – Brasil (2000-2011)
(Por 100 mil habitantes)
Fonte: SIM

Para avaliar se um experimento ou uma lei é efetiva ou não, não basta ver se a variável de interesse (no caso, homicídios nas residências) aumentou ou diminuiu. É preciso construir um cenário contrafactual. Ou seja, se não houvesse a lei, as homicídios teriam crescido mais do que o que foi observado? A resposta é positiva, então, a lei foi efetiva.

De acordo com a pesquisa, o aumento no número de homicídios em residência pode ter sido influenciado por outros fatores socioeconômicos. O modelo de diferenças em diferenças mede o supracitado cenário contrafactual ao comparar a evolução da taxa de homicídios entre homens e mulheres e, além disso, levar em conta especificidades locais (no nível das microrregiões), que podem afetar diferentemente a violência contra homens e mulheres, e tendências temporais, que podem ser resultado de mudanças estruturais e/ou políticas passíveis de afetar as trajetórias de homicídios. Ademais, o modelo considera a evolução da prevalência de armas de fogo e de ingestão de bebidas alcoólicas, que poderia interferir na regularidade dos homicídios de homens e mulheres.



Fonte: Ipea (http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2048.pdf)


Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR

Projeto de Lei do feminicídio é aprovado pela Câmara dos Deputados

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, no início da noite desta terça-feira (03/03), o Projeto de Lei 8305/14, do Senado Federal, que inclui o feminicídio como homicídio qualificado, classificando-o ainda como hediondo. A matéria irá à sanção presidencial.

O projeto modifica o Código Penal para incluir entre os tipos de homicídio qualificado o feminicídio, definido como o assassinato de mulher por razões de gênero. 

Presente na Câmara dos Deputados, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), Eleonora Menicucci, comemorou a aprovação da lei. “O feminicídio difere o crime violento contra as mulheres dos crimes gerais. É um projeto que é para o bem do Brasil, porque, sendo favorável às mulheres e contra a violência que abate qualquer mulher, nós estamos dando para as mulheres no 8 de março um instrumento de proteção e garantia”, declarou. 

Segundo a proposta, há razões de gênero quando o crime envolve violência doméstica e familiar, ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher. A pena prevista para homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos. 

O projeto prevê ainda o aumento da pena em 1/3 se o crime ocorrer: durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto; contra menor de 14 anos, maior de 60 ou pessoa com deficiência; e na presença de descendente ou ascendente da vítima.



Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM
Presidência da República – PR

3 de março de 2015

ATIVIDADES DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER SEGUEM ATÉ O FINAL DE MARÇO


Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Coordenadoria da Mulher, o Gabinete da Primeira Dama, o Centro Revivi e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM), apresentam uma programação especial durante todo o mês de março. As atividades envolvem a saúde e o bem estar e serão realizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS's), praças, entre outros pontos. Palestras, exames, caminhada e embelezamento estão entre as atividades.

Conforme a coordenadora da Coordenadoria da Mulher, Regina Zanetti, o evento é uma forma de reconhecer a luta das mulheres. "Trilhamos um árduo caminho pela busca por reconhecimento e igualdade. No decorrer dos anos, com muito esforço, passamos a ser ouvidas, respeitadas e conseguimos, dia a dia, diminuir os preconceitos, a violência, e aumentar nosso espaço na sociedade", acredita.

Em Bento Gonçalves, o Dia Municipal da Mulher foi instituído por meio da Lei Municipal nº 4.660. As atividades desenvolvidas em prol da causa integram o programa estruturante de governo Viver Bem, da administração pública municipal.

Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura


25 de fevereiro de 2015

O que é Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Rede de Atendimento à Mulher

O conceito de rede de enfrentamento à violência contra as mulheres diz respeito à atuação articulada entre as instituições/serviços governamentais, não-governamentais e a comunidade, visando ao desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção e de políticas que garantam o empoderamento e construção da autonomia das mulheres, os seus direitos humanos, a responsabilização dos agressores e a assistência qualificada às mulheres em situação de violência. Portanto, a rede de enfrentamento tem por objetivos efetivar os quatro eixos previstos na Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres – combate, prevenção, assistência e garantia de direitos – e dar conta da complexidade do fenômeno da violência contra as mulheres.

A fim de contemplar esses propósitos, a rede de enfrentamento é composta por: agentes governamentais e não-governamentais, formuladores, fiscalizadores e executores de políticas voltadas para as mulheres (organismos de políticas para as mulheres, ONGs feministas, movimentos de mulheres, conselhos dos direitos das mulheres, outros conselhos de controle social; núcleos de enfrentamento ao tráfico de mulheres etc.); serviços/programas voltados para a responsabilização dos agressores; universidades; órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela garantia de direitos (habitação, educação, trabalho, seguridade social, cultura) e serviços especializados e não-especializados de atendimento às mulheres em situação de violência (que compõem a rede de atendimento).

Já a rede de atendimento refere-se ao conjunto de ações e serviços de diferentes setores (em especial, da assistência social, da justiça, da segurança pública e da saúde), que visam à ampliação e à melhoria da qualidade do atendimento, à identificação e ao encaminhamento adequados das mulheres em situação de violência e à integralidade e à humanização do atendimento. Assim, é possível afirmar que a rede de atendimento às mulheres em situação de violência é parte da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres, contemplando o eixo da “assistência” que, segundo o previsto na Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, objetiva:

“(…) garantir o atendimento humanizado e qualificado às mulheres em situação de violência por meio da formação continuada de agentes públicos e comunitários; da criação de serviços especializados (Casas-Abrigo/Serviços de Abrigamento, Centros de Referência de Atendimento à Mulher, Serviços de Responsabilização e Educação do Agressor, Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Defensorias da Mulher, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher); e da constituição/fortalecimento da Rede de Atendimento (articulação dos governos – Federal, Estadual, Municipal, Distrital- e da sociedade civil para o estabelecimento de uma rede de parcerias para o enfrentamento da violência contra as mulheres, no sentido de garantir a integralidade do atendimento.” (SPM-PR, 2007, p. 8).

A rede de atendimento à mulher em situação de violência está dividida em quatro setores/áreas principais (saúde, justiça, segurança pública e assistência social) e é composta por duas categorias de serviços:

serviços não-especializados de atendimento à mulher – que, em geral, constituem a porta de entrada da mulher na rede (a saber, hospitais gerais, serviços de atenção básica, programa saúde da família, delegacias comuns, polícia militar, polícia federal, Centros de Referência de Assistência Social/CRAS, Centros de Referência Especializados de Assistência Social/CREAS, Ministério Público, defensorias públicas);

serviços especializados de atendimento à mulher – aqueles que atendem exclusivamente a mulheres e que possuem expertise no tema da violência contra as mulheres.

No que tange aos serviços especializados, a rede de atendimento é composta por: Centros de Atendimento à Mulher em situação de violência (Centros de Referência de Atendimento à Mulher, Núcleos de Atendimento à Mulher em situação de Violência, Centros Integrados da Mulher), Casas Abrigo, Casas de Acolhimento Provisório (Casas-de-Passagem), Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Postos ou Seções da Polícia de Atendimento à Mulher), Núcleos da Mulher nas Defensorias Públicas, Promotorias Especializadas, Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, Ouvidoria da Mulher, Serviços de Saúde voltados para o atendimento aos casos de violência sexual e doméstica, Posto de Atendimento Humanizado nos aeroportos (tráfico de pessoas) e Núcleo de Atendimento à Mulher nos serviços de apoio ao migrante.

Para saber mais, acesse em pdf (1,21 MB) a publicação: Redes de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (SPM-PR, 2011)

Mensagens ofensivas on-line servem como prova e não devem ser apagadas


Mulheres que sofrem agressões virtuais não devem apagar as mensagens de ameaça. Elas podem servir como prova em um boletim de ocorrência ou futuro processo na Justiça.

“A Justiça brasileira aceita plenamente provas eletrônicas”, afirma a advogada Gisele Truzzi, que é especialista em direito digital.

Ela explica que a identificação do agressor é feita por meio de uma ação contra o site em que a ameaça ou assédio ocorreram. Truzzi afirma que, à exceção do Google, que tem a prática de recorrer de todas as ações, as empresas não resistem em fornecer os dados requisitados.

Celi Paulino Carlota, titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo, diz não ter conhecimento de denúncias sobre esse tipo de ameaça no Estado –o mais comum são tentativas de extorsão com o vazamento de fotos íntimas. Ela afirma que as situações relatadas pelas blogueiras configuram crime e são passíveis de detenção.

“Só quando esses casos e a punição vierem à tona é que [os homens] vão passar a ter medo de fazer esse tipo de coisa”, diz.

Truzzi relata que em todos os casos de ameaça e assédio na internet que atendeu, as vítimas eram mulheres.

No Brasil, uma figura que se expôs pela causa feminista no último ano foi Nana Queiroz, 29, idealizadora da campanha #NãoMereçoSerEstuprada. A ação viralizou após a divulgação de pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em que 26% dos brasileiros concordaram com a frase “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.

“Recebi umas 500 ameaças. Gente que falava que me estupraria com meu marido presente. Ameaçaram minha mãe. Mandaram fotos do local em que eu trabalhava dizendo que eu deveria tomar cuidado”, lembra Queiroz.

Os alertas a levaram a pedir demissão. “Minha empresa não tinha como garantir minha segurança”, diz.

Ela fez um boletim de ocorrência em Brasília, onde morava. Com a denúncia, três homens foram presos –dois menores de idade.

Um deles disse à ativista que o problema era que ela não tinha senso de humor –apesar de suas mensagens falarem explicitamente em estupro, segundo Queiroz. “Antes, mulheres eram ameaçadas por carta. Hoje, as primeiras ameaças vêm pela internet. É necessário criar uma Lei Maria da Penha virtual também.”


Fernanda Perrin e Gabriela Terenzi

Voto feminino no Brasil completou 83 anos nesta terça-feira


Os 83 anos da conquista do voto feminino no Brasil foram comemorados dia 24 de fevereiro. Para marcar essa data tão importante, o Viva Maria promoveu a Semana Chiquinha Gonzaga e abre hoje as comemorações prestando homenagem à mulheres ilustres, como Júlia Barbosa, Leolinda Daltro, Celina Vianna, Nathércia da Cunha Silveira, Antonietta de Barros, entre tantas outras.

O direito do voto feminino no país foi assegurado no Código Eleitoral Provisório Nº 21.076, em 24 de fevereiro de 1932. Essa conquista foi fruto de uma longa luta iniciada antes mesmo da Proclamação da República, quando a gente conseguiu uma aprovação para permitir que, enfim, as mulheres pudessem votar. Até aquela época, somente as mulheres casadas, viúvas e solteiras que tivessem renda própria podiam exercer o direito básico para o pleno exercício da cidadania feminina no Brasil.

Em 1934, felizmente, essas restrições ao voto foram eliminadas do Código Eleitoral, embora a obrigatoriedade do voto fosse exclusiva dos homens. Só em 1946 a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres. Foram muitas as mulheres que lutaram pela conquista do direito ao voto feminino.

19 de fevereiro de 2015

PSIQUIATRA EXPLICA COMO FUNCIONA A MENTE DE UM ESTUPRADOR



A Turquia tem testemunhado protestos furiosos de mulheres de todas as idades nos últimos dias. Eles foram motivados pela tentativa de estupro e consequente assassinato de uma universitária de 20 anos na semana passada.

Manifestações foram organizadas em todo o país durante o último fim de semana e uma hashtag com o nome da garota, Ozgecan Aslan, foi usada mais de 3,3 milhões de vezes. Mas as redes sociais também explodiram com outras hashtags relacionadas a mulheres revelando suas próprias histórias de abuso sexual.

Num momento em que as mulheres turcas começam a levantar a voz contra o estupro, o abuso e o assédio sexual, a BBC entrevistou a psiquiatra Sahika Yuksel, em Istambul, para tentar entender como funciona a mente de um estuprador.

BBC: Por que homens estupram? O que motiva um estuprador?

Sahika Yuksel: É completamente errado supor que homens estupram por causa de necessidades hormonais. Um homem na rua não estupra uma mulher de qualquer jeito. Sabendo que é algo impróprio, eles tendem a fazê-lo secretamente.

O estupro não é um ato sexual. É um ataque. Trata-se de vencer, de conseguir um objeto – e a mulher é objetificada neste caso. Trata-se de poder. E há também pessoas que sentem prazer com isso.

O estupro é considerado o comportamento mais grave (em relação a uma mulher), isso é verdade, mas não é o único tipo de agressão que os homens cometem.

Quando a violência psicológica, a violência física, a violência financeira, o desrespeito por direitos das mulheres e a discriminação são permitidos e normalizados, também ocorrem estupros.

BBC: A maneira como um homem é criado tem alguma relação com o fato de ele cometer agressão sexual na vida adulta?

Yuksel: As crianças são educadas de acordo com valores que atribuem mais poder aos homens na cultura. A mãe é ensinada a tratar seu marido de maneira diferente e a obedecer a sua dominação autoritária.

Portanto, ela espelha esse comportamento com seu filho e com sua filha. Sabemos que meninas cujas mães enfrentaram violência doméstica tendem a sofrer mais violência em seus próprios casamentos e relacionamentos.

Homens cujas mães apanharam de seus pais têm maior tendência a serem abusivos em seus próprios relacionamentos.

Meninos e meninas são definidos pela sociedade pelo fato de suas mães serem tratadas por seus pais como indivíduos de segunda classe.

Pode-se dizer que é um problema global e que é possível ver traços semelhantes dele em todo o mundo. Mas lutar contra isso é outra coisa.

As mulheres (na Turquia), geralmente, recebem uma educação pior do que a dos homens, e políticos afirmaram diversas vezes que homens e mulheres não são equivalentes.

BBC: Como você lidaria com um indivíduo do sexo masculino que admita ter esta tendência (a praticar estupro) e que procure ajuda?

Yuksel: Ninguém pode mudar se não aceitar que suas ações são erradas e se responsabilizar por elas. Se ele for pego e declarar que não tinha a intenção de fazê-lo, isso não levará a uma mudança de comportamento.

É muito pequeno o número de homens que detectam essa tendência em si mesmos e pedem ajuda antes de serem pegos.

O caminho é reabilitar os que cometem crimes sexuais enquanto eles cumprem suas sentenças na prisão. Toda pessoa tem o direito de ser tratada e reabilitada.

Há muitos programas de reabilitação que tratam criminosos sexuais em todo o mundo, e o risco de reincidência entre os participantes é bem mais baixo do que entre os que não têm nenhum tipo de ajuda na prisão. Esses programas são especialmente benéficos para adolescentes que cometem crimes sexuais.

Gostaria de tocar em um ponto específico nesta discussão: há propostas de castrar criminosos sexuais e de trazer de volta a pena de morte. A pena de morte não é humanitária. Sabemos muito bem que nos Estados Unidos o número de crimes não diminuiu nos estados em que a pena de morte é aplicada. Essas medidas não são impeditivas.

Isso (estas propostas) são as pessoas em cargos altos tentando silenciar as multidões. Sempre ouvimos essa retórica após cada caso de estupro. Mas não estamos falando de vingança. Queremos que nossa sociedade fique tão livre quanto possível do abuso sexual e do estupro.

BBC: O que uma mulher (de qualquer idade) que sofreu violência sexual pode fazer – se conseguir falar sobre o assunto?

Yuksel: Em sociedades ou culturas onde a sexualidade é considerada um tabu e as relações sexuais antes do casamento são condenadas, ataques sexuais quase nunca são denunciados.

Um estuprador sabe bem disso e pode ameaçar as mulheres de contar às suas famílias o que aconteceu. Por isso, ele segue em frente com seus atos ilegais. Ele pode até mesmo chantagear a mulher e contar aos amigos sobre ela para continuar o abuso sexual.

Mulheres que foram estupradas podem buscar o caminho da Justiça, é claro – podem conseguir apoio social e psicológico. Elas também podem conversar com seus amigos mais próximos e confiáveis. A melhor maneira de se recuperar do abuso ou da violência sexual é não ficar calada.

Agressões sexuais podem levar a problemas físicos, doenças sexualmente transmissíveis e a uma gravidez indesejada. Por isso, é muito importante que a mulher violentada seja examinada rapidamente, para que as medidas necessárias sejam tomadas.

Pode haver problemas de curto prazo ou de longo prazo, que precisam ser tratados ainda algum tempo depois do ataque. Seria ideal ter centros para o atendimento de mulheres que sofreram ataques, onde elas pudessem receber a ajuda necessária sem atraso.

Um homem cuja parceira sofre uma agressão sexual pode passar por momentos difíceis e também precisa de apoio psicológico e social.

FONTE: http://noticias.r7.com/saude/psiquiatra-explica-como-funciona-a-mente-de-um-estuprador-19022015

12 de fevereiro de 2015

Nações Unidas lançam campanha por um carnaval sem violência contra as mulheres (ONU Mulheres – 09/02/2015)

Com o apoio institucional das Secretarias de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) e do Município do Rio de Janeiro (SPM-Rio), iniciativa traça rota da paquera sem abordagens agressivas e apresenta conteúdos para a internet e para os públicos do Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Coordenada pela ONU Mulheres Brasil, campanha é criação pro bono da agência de publicidade Propeg Comunicação SA. Acompanhe a postagem de peças para as redes sociais no facebook.com/onumulheresbrasil e compartilhe os conteúdos com a hastag #naopercaorespeito

No clima da diversão carnavalesca e da paquera, a campanha “Neste carnaval, perca a vergonha, mas não perca o respeito” come
ça, nesta segunda-feira (9/2), para chamar a atenção de foliãs e foliões sobre a importância de manter a festa livre de assédio e violência. Ao slogan principal, somam-se os comandos “Neste carnaval, perca a vergonha. Denuncie. Ligue 180” e “Neste carnaval, perca a vergonha. Proteja-se. Use camisinha”.

Liderada pela ONU Mulheres no marco da campanha global Pequim+20 “Empoderar Mulheres. Empoderar a Humanidade. Imagine!” sobre os 20 anos da Plataform de Ação de Pequim, a mobilização é realizada em parceria com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), o UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) e a OPAS/OMS (Organização Pan-americana de Saúde e Organização Mundial de Saúde). Conta ainda com o apoio institucional das Secretarias de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) e do Município do Rio de Janeiro (SPM-Rio).

Uma das artes da campanha “Neste carnaval, perca a vergonha, mas não perca o respeito” Arte: Propeg (Foto: Divulgação)

Criação pro bono da agência de publicidade Propeg Comunicação SA e seus parceiros, a campanha atua sobre situações concretas do comportamento da sociedade brasileira, voltando-se a mulheres e homens jovens e adultos que vivenciam o carnaval de rua. Segundo a pesquisa do Instituto Avon/Data Popular, realizada em dezembro de 2014, 96% da juventude considera que existe machismo no Brasil, 53% das mulheres jovens e 49% dos homens jovens aprovam valores machistas e 78% delas já foram assediadas em locais públicos. Além disso, uma outra pesquisa conduzida pelo Ministério da Saúde e divulgada em janeiro de 2015, revela que 45% da população não usa camisinha nas relações sexuais.

“A essência do carnaval é a alegria e queremos que seja assim para as mulheres e os homens que vão brincar e pular carnaval em todo o Brasil. Centramos nossa energia nos 20 anos da Plataforma de Ação de Pequim por meio da campanha “Empoderar Mulheres. Empoderar a Humanidade. Imagine!”, para ampliar o alcance da mensagem pelos direitos das mulheres no carnaval brasileiro. Além disso, a campanha orienta a população sobre como identificar atitudes violentas, o que fazer e quais os serviços existentes para esses casos e como se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis, HIV e aids”, explica Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

A campanha – Mulheres e homens fantasiados e vivenciando o carnaval em pé de igualdade. Este é o conceito desenvolvido pela Propeg nas duas imagens da campanha: um homem branco e uma mulher negra trajados com a fantasia de palhaço e um homem negro vestido de abelha e uma mulher branca caracterizada de frevista. Ao fundo, uma legião de foliãs e foliões reproduzem a alegria do carnaval de rua.

Com o mote “Chega bem, quem chega direito”, o fluxograma da paquera traça os caminhos do relacionamento entre mulheres e homens, com cantadas sugestivas e dicas para eles sobre como quebrar o gelo com a gata. No fluxograma, também são indicadas as recusas das mulheres e esses sinais devem ser respeitados pelos homens sem uso de práticas agressivas. É o “bloco que segue”, fim da paquera sem investidas agressivas. No desfecho positivo, o amor de carnaval prevalece com a mensagem “Neste carnaval, perca a vergonha, mas não perca o respeito”.

A outra versão da animação “Ter pegada não é faltar com respeito” volta-se ao homem para ele que compreenda os limites da paquera, enquanto para a mulher incentiva o reconhecimento da abordagem agressiva, constrangimento ou violência e orientação para a denúncia por meio do Ligue 180, da SPM-PR, e do comando “Neste carnaval, perca a vergonha. Denuncie. Ligue 180”. Na saída positiva, é estimulado o uso do preservativo na mensagem “Neste carnaval, perca a vergonha. Proteja-se. Use camisinha”.

Do fluxograma da paquera derivam filme para internet e mídia televisiva gratuita, ventarolas para distribuição em blocos do Rio de Janeiro e cartazes para cerca de 5.000 ônibus da frota carioca de ônibus. Em Salvador, foliãs e foliões do bloco Os Mascarados assistirão ao filme “Ter pegada não é faltar com respeito”.

Na internet, essas peças serão vistas nos compartilhamentos de postagens no facebook e missões especiais pro bono do Instamission, Instagram do Bem e IgerBSB. Uma aba no perfil facebook.com/onumulheresbrasil agregará todas as ações de internet por meio da hastag #naopercaorespeito.

As peças da campanha também serão exibidas para os públicos de Salvador em 10 outdoors e 285 mobiliários urbanos de Brasília, cedidos pela Cemusa, e anúncios bonificados no jornal Destak e na Revista de Desfiles do Rio de Janeiro. Cantadas do bem tomarão as redes sociais das Nações Unidas e parceiros, seguindo a rota festiva do carnaval com respeito aos direitos das mulheres e à vontade delas no momento da paquera.

Ventarola divulga Ligue 180 para foliãs e foliões Arte: Propeg (Foto: Divulgação)

Pequim+20 – Com ação voltada ao carnaval, a campanha global da ONU Mulheres Pequim+20 “Empoderar Mulheres. Empoderar a Humanidade. Imagine!”, criada em maio de 2014, resultou na parceria da ONU Mulheres Brasil com a verde e rosa carioca, que estabeleceu 2015 como o Ano das Mulheres na Mangueira como forma de homenagear a trajetória das mangueirenses.

Outra ação de Pequim+20 no carnaval é a campanha “Neste carnaval, perca a vergonha, mas não perca o respeito”, assinada pelas Nações Unidas com o apoio da SPM-PR e SPM-Rio, para conscientizar o público sobre os direitos das mulheres, os serviços de apoio em situações de violência e estímulo ao sexo seguro.

De 9 a 20 de março, acontecerá, em Nova Iorque, a 59ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher com foco em Pequim+20, com a finalidade de obter compromissos concretos dos Estados-membros da ONU para com a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.

Relatório detalha em números explosão de preconceito na internet em 2014

Discriminação contra nordestinos, racismo e pornografia da vingança tiveram crescimento substancial, segundo Safernet

Se a internet é um espelho da sociedade, está difícil encarar nossa própria imagem de frente. O número de denúncias de racismo e preconceito de origem — sobretudo contra nordestinos e nortistas — disparou no ano passado, segundo relatório da ONG SaferNet divulgado nesta terça-feira, Dia da Internet Segura. Mais de 86,5 mil casos de ódio a negros e outras etnias foram relatados em 17.291 sites, aumento de 34,15% em relação a 2013. Mas foi o cômputo de menções ofensivas a pessoas do Nordeste que viveu uma explosão: 365,46% de crescimento, com 9.921 casos em 6.275 endereços. As páginas denunciadas por todos os tipos de crime somaram 58,717, ou 8,29% mais do que no ano anterior. Delas, algo mais que 7 mil foi retirado do ar.


As eleições presidenciais e a Copa do Mundo tiveram forte influência nos números, segundo a ONG. O pleito presidencial, do qual saiu vencedora Dilma Rousseff, com expressiva votação Nordeste, teve recorde de preconceito de origem. Já o Mundial de futebol se destacou pelo total de denúncias de tráfico de pessoas, outro dos crimes monitorados. Em 2014, 1.821 sites foram associados à questão, crescimento de 192,93% em relação a 2013.

— No dia após as eleições, processamos 10.376 casos de preconceito de origem, a maioria contra pessoas do Norte e do Nordeste — afirma Thiago Tavares, presidente da SaferNet. — Antes, durante a Copa do Mundo, registramos muitos casos de páginas de aliciamento de mulheres, inclusive adolescentes, para a prostituição nas cidades que sediaram o evento.

Para além dos picos relacionados ao evento, o que a explosão no número de denúncias evidencia é o preconceito social e racial profundamente arraigado entre os brasileiros, avaliam especialistas no problema.

— O fenômeno das redes sociais jogou luz sobre um comportamento que sempre existiu no Brasil — analisa Diana Calazans Mann, chefe da unidade de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil da Polícia Federal. — Nossa cultura é de violência, de discriminação. Antes da internet era mais fácil ocultar o racismo, mas a rede ecoa essa faceta da nossa sociedade. Os internautas precisam entender que a liberdade de expressão tem limites, e um deles é a lei que define os crimes de preconceito.

ATAQUES À MISS CEARENSE

O preconceito contra nordestinos não se restringiu à corrida eleitoral. Fato marcante no ano que passou foi a enxurrada de ataques à Miss Brasil, Melissa Gurgel, natural do Ceará. Após sua vitória, internautas encheram as redes sociais com mensagens discriminatórias. “Miss Ceará é bonita até abrir a boca e vir aquele sotaquezinho sofrível”, escreveu usuário do Twitter, um entre milhares que a ofenderam na época.

O cenário preocupante leva a SaferNet e a Polícia Federal a bolar estratégias para monitorar a rede. Durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, haverá uma coordenação especial para coibir crimes cibernéticos, sobretudo associados a tráfico de pessoas e xenofobia.

— O fenômeno é extremamente negativo, mas o fato de as denúncias terem aumentado mostra que o cidadão está atento — diz Rodrigo Nejm, diretor de Educação da SaferNet. — No caso do tráfico de pessoas, o problema é que existem aliciadores que enganam as vítimas, ocultando a prostituição.

A pornografia infantil continua liderando, pelo nono ano consecutivo, o ranking por número de páginas denunciadas. Em 2014, foram 51.553 comunicações de crime, em 22.789 endereços na internet, dos quais 3.283 foram removidos. Apesar disso, o resultado é comemorado, pois houve uma queda de 8,82% em relação ao ano anterior.

CASOS DE ‘SEXTING’ DOBRAM

Por outro lado, entre os 1.225 pedidos de orientação psicológica que chegaram à SaferNet, 222 eram relacionados ao vazamento de fotos íntimas. O aumento desse tipo de ocorrência foi de 119,8%. As vítimas do chamado sexting são, em sua maioria, do sexo feminino (81%) e com até 25 anos (53%), sendo que um em cada quatro casos envolveu menores. Os casos de cyberbullying foram 177, a maioria com pedidos de ajuda para lidar com situações de humilhações repetitivas pelas redes sociais.

No ano passado, os aplicativos de troca de mensagens anônimas, como o Secret, viraram febre no país. Após inúmeros casos de bullying e vazamento de fotos íntimas de menores, eles chegaram a ser proibidos pela Justiça.

Aliás, o aumento no volume de denúncias foi acompanhado pelo incremento nas ações de repressão pelo governo. Diana explica que a principal mudança foi a unificação das unidades de crimes contra os direitos humanos e de crimes cibernéticos, que trouxe ferramentas mais sofisticadas para as investigações.

Dessa forma, a Polícia Federal lançou no ano passado, pela primeira vez, uma operação contra a pedofilia na chamada web profunda, que resultou na prisão de 54 pessoas.

Hoje, a PF tem cerca de 2.780 inquéritos abertos relacionados aos crimes cibernéticos. O objetivo, explica Diana, é que os internautas comecem a perceber que há punição em tais situações. O aparente anonimato não existe, nem mesmo na web profunda. Ano passado, 126 pessoas foram presas em flagrante, contra apenas 47 em 2012.

— O nosso foco é o uso de ferramentas de inteligência. Os criminosos se sofisticam, mas nós também. Estamos conseguindo pegar o criminoso no momento em que o delito é cometido, o que facilita a fase processual para a condenação — diz Diana.

Sergio Matsuura

Pesquisa aponta que mulheres sofrem agressões mais graves no ambiente online

Nesse universo de vítimas, as mulheres sofrem violências mais graves que homens. 44% dos homens jovens (18-24 anos) foram os que mais sofreram, contra 37% delas. Porém, foram as moças com idades entre 18 e 24 anos que viveram os episódios mais graves: 7% delas sofreram ofensas sexuais, contra 3% deles; 9% das mulheres foram “stalkeadas” (perseguidas na internet), enquanto só 6% dos homens reportaram o mesmo. O dado foi descoberto em uma pesquisa do instituto Pew Research, que entrevistou 2.839 internautas por um formulário online. Desses, 40% afirmaram ter sido vítimas de agressões, enquanto 75% afirmaram já terem visto alguém receber ofensas online.

Fonte: http://agenciapatriciagalvao.org.br/violencia/metade-dos-usuarios-da-web-ja-sofreu-agressoes-online/

Cuidado! Veja indícios que o amor deu lugar para a obsessão em um relacionamento

Não aceita rejeições - Discordâncias são normais em qualquer relação entre duas pessoas, mas se você sente que o outro tem problemas para aceitar um 'não', fique atenta (o). Pode até não haver maiores problemas em questões banais, mas em assuntos realmente sérios você pode se complicar se tiver que lidar com alguém intransigente. Negocie e nunca 'abaixe a cabeça' para todas as imposições do seu amor

Estar apaixonado é muito bom, mas, como para tudo na vida, há limites. Quando a dedicação à outra pessoa ultrapassa certos limites, é preciso ter cuidado para que o romance não vire preocupação, eventualmente culminando em mágoas ou ferimentos para uma ou ambas as partes. Pode até parecer apenas excesso de amor, mas a obsessão não tem nada de positivo e requer ajuda de um psicólogo ou psiquiatra para ser tratada; veja as principais características que mostram que seu relacionamento não é saudável

Perseguições - É normal querer saber fatos sobre a rotina de seu (sua) parceiro (a), mas a partir do momento em que isso começa a invadir a privacidade do outro, um sinal de alerta tem que ser aceso. Seguir ou perguntar insistentemente por detalhes sobre o que ele (a) está fazendo não só demonstra insegurança como também é uma forma de "sufocamento", pois ninguém aguenta dar satisfações toda hora. Controle o impulso de ficar ligando ou de estar junto da pessoa a todo momento

Não aceita rejeições - Discordâncias são normais em qualquer relação entre duas pessoas, mas se você sente que o outro tem problemas para aceitar um "não", fique atenta (o). Pode até não haver maiores problemas em questões banais, mas em assuntos realmente sérios você pode se complicar se tiver que lidar com alguém intransigente. Negocie e nunca "abaixe a cabeça" para todas as imposições do seu amor

Ameaças de machucar a si mesmo - Jamais ceda a ameaças de "Se você fizer isso, eu vou tomar uma quantidade x de remédios" ou algo do gênero. A situação daquele momento pode até se resolver se você acatar a chantagem, mas lembre-se que o outro pode começar a achar que essa é uma estratégia razoável e fazer isso constantemente. O certo é ajudá-la (o) a procurar ajuda com profissionais capacitados para que esse tipo de atitude nunca mais se repita

Busca constante por motivos para desconfianças - Um relacionamento saudável se baseia em confiança. Portanto, tenha muito cuidado com possíveis motivos para achar que está sendo enganada (o). Não há pessoa no mundo que aguente ser alvo de acusações o tempo inteiro, especialmente se não tiver culpa de nada. Fique atento para não ser iludida (o), mas suas desconfianças jamais devem romper o limite do razoável e virar assunto central na sua relação

Falta de outros interesses - Alguém que vive uma obsessão ao invés de uma paixão não tem outro interesse a não ser a pessoa que diz amar. Isso, porém, não é nada saudável. Claro que a dedicação ao parceiro é um fator importante em uma relação, mas as individualidades devem ser preservadas. Se você percebe que seu (sua) namorado (a) não tem curiosidade sobre temas que nada tem a ver com os dois, é hora de chamá-lo (a) para uma conversa séria

Agressão - É o pior de todos os indícios e deve ser tratado com duas atitudes: denúncia às autoridades competentes e afastamento imediato da pessoa. Nada de achar que foi apenas um momento no qual a ele (a) "perdeu a cabeça" e que isso nunca mais vai se repetir. Pelo contrário: se rolou uma vez e ficou impune, a tendência é que a agressão aconteça de novo. O distanciamento vale, inclusive, para casos de agressão verbal, que jamais devem ser considerados um comportamento aceitável
Fonte: http://entretenimento.r7.com/programa-da-sabrina/reative-o-amor/fotos/cuidado-veja-indicios-que-o-amor-deu-lugar-para-a-obsessao-em-um-relacionamento-12022015#!/foto/1

"Um homem nunca vai poder sentir o que sentimos", diz ilustradora que fez intervenção em propaganda da Skol

Em entrevista ao programa Timeline da Rádio Gaúcha, o colunista David Coimbra e a ilustradora Pri Ferrari discutiram sobre o teor supostamente machista da campanha.

"Um homem nunca vai poder sentir o que sentimos", diz ilustradora que fez intervenção em propaganda da Skol Reprodução/Facebook

Uma campanha publicitária lançada pela Skol para o Carnaval gerou polêmica nas redes sociais. O anúncio com os dizeres: "Esqueci o 'não' em casa" foi colocado em diversos pontos de ônibus de São Paulo. Internautas criticaram a frase, afirmando que ela incentiva o abuso contra mulheres.

Skol vai retirar campanha após acusação de apologia ao estupro

A ilustradora Pri Ferreira, que postou uma foto em frente a peça publicitária e acrescentou a os dizeres "e trouxe o 'nunca'" à frase, falou no programa Timeline da Rádio Gaúcha sobre o ocorrido.

– O ponto de ônibus é na frente do meu trabalho. Não acreditei quando vi. Quis fazer uma intervenção. Chamei uma amiga e, na hora do almoço, fizemos a frase com fita isolante. Postei a foto num gurpo feminista. Elas compartilharam e viralizou.
Gostei que as pessoas reagiram da mesma forma que eu – contou.

Segundo a paulista, a propaganda incentiva o desrespeito às mulheres.

O colunista David Coimbra discordou da entrevistada e afirmou que o sentindo da peça é uma questão de interpretação.

– Quando pegas um anúncio e diz que ele esta incentivando o estupro é um exagero. Acho que não. É um anúncio bem humorado – analisou o jornalista.

– É bem humorado porque voce não é mulher, você não é abusado. Não viveu esse histórico – rebateu a ilustradora.

A apresentadora Kelly Matos saiu em defesa da entrevistada e se emocionou ao contar que sofreu abuso durante um assalto quando tinha 15 anos.

– Concordo com a Pri, não podemos aceitar esse tipo de brincadeira. Não quero que minhas filhas passem pelo que eu passei – disse.

Após a discussão, a paulista concluiu.

– Um homem nunca vai poder sentir o que sentimos. Não existe machismo inverso. A Ambev reconheceu que estava errada e retiraram o anúncio.

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2015/02/um-homem-nunca-vai-poder-sentir-o-que-sentimos-diz-ilustradora-que-fez-intervencao-em-propaganda-da-skol-4698981.html

11 de fevereiro de 2015

ONU: Em 70 países meninas são agredidas por querer estudar

Esses ataques à educação das meninas também pode refletir a violência vivida por elas e mulheres em todas as esferas públicas e privadas de suas vidas.
O relatório da ONU aponta que nesses países meninas, pais e professores defensores da igualdade já sofreram algum tipo de agressão em 2009 e 2014  Foto: Eco Desenvolvimento
Ataques contra meninas que têm acesso à educação persistem e, de forma alarmante, aparentam em alguns países estar ocorrendo com mais regularidade", destaca um novo relatório de direitos humanos da ONU que analisa essa questão. O documento, divulgado na segunda semana de fevereiro, mostra que em 70 países meninas, pais e professores defensores da igualdade de gênero na educação sofreram algum tipo de agressão entre 2009 e 2014.

Essas agressões provocam um efeito cascata, impactando as vidas das meninas e comunidades em que elas vivem, e enviando um sinal aos seus pais e guardiões das escolas de que estas não são um lugar seguro para as meninas.Os ataques à educação das meninas acontecem de diferentes formas e, em muitas instâncias, não são motivados pelo desejo de negá-las o direito à educação, mas sim refletem a violência experimentada pelas meninas e mulheres em todas as esferas públicas e privadas de suas vidas, observa o relatório.

As conclusões e recomendações do documento incluem medidas para responder aos contextos sociais, culturais, políticos, econômicos e de segurança nos quais as violações ocorrem.

Ao serem retiradas das salas de aula por causa desses receios ou preocupações com a sua “matrimonialidade”, outras violações de direitos humanos pode ocorrer, como o casamento infantil ou forçado, violência doméstica, gravidez precoce, exposição a práticas daninhas, tráfico de pessoas e exploração sexual e trabalhista.

Envolvimento masculino

As conclusões e recomendações do documento incluem medidas para responder aos contextos sociais, culturais, políticos, econômicos e de segurança nos quais as violações ocorrem, enfatizando a necessidade de melhorar a disponibilidade, acessibilidade, adaptabilidade e aceitação das meninas no sistema de educação, enquanto, simultaneamente, lançam programas para responder às atitudes e práticas discriminatórias culturais e sociais.

Observando que as transformações das estruturas desiguais de poder baseadas em gênero e idade são um processo longo e difícil, o relatório também pede o envolvimento de meninos e homens neste processo de mudança.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/onu-em-70-paises-meninas-sao-agredidas-por-querer-estudar,28ac73a00397b410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

2 de fevereiro de 2015

Ligação de telemarketing salva vítima de violência doméstica

Mulher que apanhava do marido, não percebeu que havia atendido a uma chamada em seu telefone celular e recebeu policiais após gritar "por favor, não me mate"


Walter Ruck, 33 anos, foi preso por ser flagrado agredindo sua esposa Foto: Mirror / Reprodução
Walter Ruck, 33 anos, foi preso por ser flagrado agredindo sua esposa

Uma vítima de violência doméstica foi salva graças ao ouvido atento de uma atendente de telemarketing, nos Estados Unidos. Enquanto gritava "por favor, não me mate", a mulher que apanhava do marido, não percebeu que havia atendido a uma chamada em seu telefone celular. As informações são do Mirror.
Segundo a publicação, a vítima - que não teve o nome revelado - estava sofrendo violência doméstica dentro de sua casa, em Oregon, com o celular no bolso de trás de sua calça. Enquanto ela se protegia da violência, acidentalmente atendeu a uma chamada no celular. Do outro lado da linha, estava Chamille McElroy, da empresa Americare Saúde e Nutrição, de Las Vegas. 

"A moça do outro lado da linha nunca disse 'olá'. Havia apenas um gemido horrível e escutei ela dizer 'por favor, não me mate'", afirmou a funcionária de telemarketing.

Chamille imediatamente chamou a sua supervisora, Tina Garcia, que ouviu a chamada e chamou a polícia. A vítima não sabia que a polícia estava a caminho de sua casa, quando foi salva. 

Os policiais invadiram o endereço onde estava o telefone e encontraram Walter Ruck, 33 anos, agredindo sua esposa. Ele foi preso e encaminhado à delegacia local.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/ligacao-de-telemarketing-salva-vitima-de-violencia-domestica,23f5fbbc3864b410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html