8 de abril de 2014

PESQUISA IPEA - FOI UM ERRO????

Diante do erro crasso de divulgação de resultados do IPEA sobre a percepção a respeito da violência contra mulher, mas antes mesmo de alguém dizer qualquer coisa que se assemelhe a um “está tudo bem” e que isso tudo é “mero alarde das mulheres” ou qualquer tentativa de amenizar o problema, cabe lembrar ou esclarecer a atual realidade da mulher no Brasil: o problema é sim, muito maior do que parece. O Brasil é o 7º colocado entre os países com os maiores índices de feminicídio. Resultado da tolerância social quanto a violência contra a mulher, proveniente de uma forte tendência em aceitar a culpabilização da vítima como forma de justificar a violência ocorrida. A própria existência da lei nº 11.340, batizada de Maria da Penha, é um sinal da nossa intolerância, já que mesmo leis e políticas afirmativas como esta são insuficientes para brecar a escalada do que não deveria nem existir. Em 2011, foram atendidas 70.285 mulheres vítimas das mais diversas formas de violência, com a predominância da violência doméstica ou sexual. Isso significa 192 atendimentos diários ou oito mulheres a cada hora. A vergonha nacional é endêmica. A violência é íntima: em metade dos casos o agressor é o parceiro ou ex-parceiro da mulher. O homicídio vem aumentando drasticamente . Somos duas vezes mais violentos com a mulher do que 40 anos atrás. Houve apenas um momento de decréscimo: o primeiro ano de vigência da lei Maria da Penha. De lá pra cá tudo voltou ao “normal”.

Educação perpetua visão machista

Matamos 4.465 mulheres em 2010. A comprovação de que hoje se mata muito mais do que antes é a taxa de homicídio, em que o número absoluto é comparado pelo tamanho da população feminina: saltou de 2,3 (em 1980) para 4,6 (por mil mulheres). O índice dobrou. O peso da passionalidade no crime contra a mulher pode ser notado pela forma com que as mortes ocorrem. Homens são assassinados, em sua grande maioria, com armas de fogo, enquanto mais da metade das mulheres morrem estranguladas, atingidas por objetos cortantes ou demais meios que a só a crueldade pode criar. Elas são vítimas de um jogo social que não só as oprime, como as condena. A violência sexual é mais preponderante entre 1 e 14 anos. A violência física adquire destaque a partir dos 15 anos de idade. A realidade deste dado está não só intimamente ligada à forma na qual nos estruturamos socialmente, mas também ao modelo cognitivo em que estamos inseridos e perpetuamos. Violência sexual: é toda ação na qual a pessoa, em situação de poder, obriga outra à realização de práticas sexuais contra vontade, por meio de força física, influência psicológica, uso de armas ou drogas. Jogos sexuais, práticas eróticas impostas, estupro e atentado violento ao pudor são alguns exemplos. Em 2011, 13 mil mulheres sofreram violência sexual. O Ministério da Saúde pressupõe que apenas 10% casos de violência sexual são efetivamente registrados. O número acima é, portanto, apenas a ponta de um imenso problema. A maioria dos casos ainda continua somente sob as vistas do agressor. Os motivos alegados para que os registros sejam tão inferiores à realidade, vergonha e medo de novas agressões, refletem apenas o descrédito da mulher quanto a segurança pública (que não a protege) e o sistema jurídico (que não condena ou o faz morosamente). Além, é claro, da incoerente vitimização do culpado e culpabilização da vítima. Leis e políticas afirmativas não dão, por si só, resultados. Há uma grave falha na nossa educação, repleta de preconceitos que teimam em perpetuar uma visão ainda machista que serve como base à violência contra a mulher. É preciso tornar o tema parte importante de uma agenda pública. E tomar consciência de onde vive. (Alexandre Marini é licenciando em Sociologia) (Observatório da Imprensa, 08/04/2014)

SOBRE A VERGONHA DE SER HOMEM

Nos últimos dias, uma pesquisa realizada pelo IPEA tornou-se tema das conversas (e dos jornais, novelas, etc.) em todos os lugares. Segundo a pesquisa, 26% dos entrevistados concordam que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. O resultado chocou. Mas era previsível. Nosso Estado é machista, assim como nossas instituições e mesmo nossas práticas cotidianas. Na verdade, creio que o espanto maior foi deparar-se com esse fato assim, de uma forma tão crua e escancarada.

Talvez, contudo, o pior tenham sido as reações que se seguiram. Várias pessoas,especialmente homens, postando fotos e vídeos sobre como, sim, mulheres mereciam ser estupradas se não se “respeitassem” (entre aspas, entre muitas aspas). Foi ainda mais chocante. Aqui, porém, quero falar sobre aqueles que não concordam com a tal frase, especialmente com os homens que não concordam, pois, concordando ou não, ser homem tem certos sentidos e significados que, considerando como as coisas são hoje, não podem ser ignorados.
Eu escolhi me tornar um homem. Ainda que essa escolha seja contingenciada por uma série de fatores que, de alguma forma, fizeram com que tal escolha não fosse assim tão livre, passar por um processo físico e social de “transição” foi, em última instância, uma decisão minha, tomada de forma deliberada e consciente. Tornei-me um homem, mas não quero ser confundido com esse modelo de macho, símbolo de violência, que é prescrito pela nossa sociedade patriarcal.
Não posso negar que o almejado reconhecimento social da minha masculinidade traz consigo os desconfortos de ser lido por muitas mulheres como uma ameaça. É uma equação simples: homens são um vetor de violência; eu sou um homem; logo, eu sou um vetor dessa violência. É uma leitura simplista e automática, por certo, mas é a que é possível em diversas situações - no meio da rua, ás 2h da manhã, as mulheres já se acostumaram a fugir dos homens, sempre potenciais estupradores.
Eu não sou um estuprador. Mas o gênero que hoje performo é a representação da ameaça desse ato de violência. Muitos homens se sentiram ofendidos por serem tomados como violentos, assim, a priori mesmo. A esses homens, eu queria dizer que ficar reclamando com as mulheres não vai ajudar em nada, não vai mudar nada. Não são elas que estão erradas; somos nós!
De novo, eu não sou um estuprador, mas o meu gênero é, e isso eu não posso negar. O que posso fazer é colaborar para construir uma nova cultura da masculinidade. Uma masculinidade sensível, não-violenta, capaz de dialogar, em vez de ameaçar. Vamos ressignificar o que é ser homem, em vez de ficar proclamando quão injusta é essa generalização. Sentir-se pessoalmente ofendido pela maneira com que as mulheres reagem, e atacá-las, ofendê-las por isso é justamente continuar reproduzindo o problema, uma vez após a outra.
A minha masculinidade, uma série de vezes, entrou em contradição. Tenho muitas experiências similares às relatadas pelas mulheres, afinal eu fui mesmo uma adolescente. Como tal, sofri assédio no ônibus, tive que correr pra não sofrer nenhum ataque em uma rua escura. Naquele momento, eu era o objeto dessa violência. Mas, sendo esta tão generificada, passei de objeto a potencial autor da violência. E só ficar repetindo que eu, individualmente, nunca pratiquei esse tipo de violência não causa nenhum impacto.
Essa defesa cega dos atos individuais parece, na verdade, uma forma ingênua (?) de demonstrar o quanto não somos capazes de chegar à raiz do problema. Debater a masculinidade e procurar formas de ressignificá-la chega quase a soar como a própria ausência de masculinidade. Como se negar o modelo violento e opressor de macho fosse o mesmo que negar-se homem.
A culpa nunca é da vítima, é sempre do agressor e, quase sempre, a vítima é uma mulher e o agressor é um homem. É preciso que os homens assumam, sim, a responsabilidade pela violência que é perpretada pelos seus pares. Ainda que eu (ou você!), especificamente, não seja um agressor, a responsabilidade também é minha, uma vez que reivindico-me como homem.
Eu escolhi me tornar um homem. Mas, hoje, tudo que consigo sentir é vergonha por ser um deles.

7 de abril de 2014

BENTO TERÁ PATRULHA MARIA DA PENHA NO SEGUNDO SEMESTRE




A rede de enfrentamento à violência contra a mulher em Bento Gonçalves contará com um importante incremento. O trabalho que já vem sendo desenvolvido pela Coordenadoria da Mulher, em conjunto com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), será ampliado no segundo semestre com a Patrulha Maria da Penha. De acordo com o prefeito Guilherme Pasin, é preciso que os diversos poderes constituídos se unam para acabar com esta chaga. "Precisamos nos unir para encaminhar soluções práticas para Bento Gonçalves, excluindo-a do rol dos municípios com casos de violência familiar e doméstica", salienta. Paralelo à isso, a Coordenadoria da Mulher também trabalha para a implantação de uma Sala Lilás no município, espaço para acolhimento de mulheres vítimas de violência sexual ou de violência doméstica e familiar. "Estamos lutando para que Bento Gonçalves possa contar com este espaço que é muito importante para dar um atendimento digno às mulheres que passaram por algum tipo de violência, proporcionando um acolhimento humanizado, que evita constrangimentos", comenta a coordenadora Regina Zanetti.
A aquisição dos equipamentos e a viatura que serão utilizados na Patrulha Maria da Penha já estão em fase de licitação por parte do Governo do Estado. A informação foi dada pela assessora da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Anita Kieling, na manhã desta sexta-feira, dia 4 de abril, durante reunião de trabalho realizada no Salão Nobre da Prefeitura. "Bento Gonçalves já conta om um trabalho e uma rede de enfrentamento da violência contra a mulher bem desenvolvido.
Sem esta rede de autonomia, não teríamos como diminuir os casos de violência contra a mulher", destaca.Uma Patrulha Maria da Penha é formada por quatro policiais militares, sendo dois homens e duas mulheres, que contam com uma viatura diferenciada, já que a ideia é que ela seja identificada nas visitas realizadas às residências das vítimas, mostrando para a sociedade, principalmente para vizinhos e agressores, o engajamento do Estado na proteção daquela mulher. 
Os profissionais que atuam na Patrulha passam por capacitação de uma semana com aulas sobre temas relacionados à violência doméstica, como a Lei Maria da Penha, psicologia forense, andamento de processos, depoimento sem dano, entre outros. Além da especialização, o diferencial da Patrulha é que ela não atende a ocorrência, mas sim trabalha após o delito, fiscalizando o cumprimento da medida protetiva e acompanhando mulheres que foram vítimas de agressão.

Rede de enfrentamento à violência

Durante a reunião de trabalho, os principais mecanismos que compõem a Rede de Atendimento da Segurança Pública para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar foram apresentados à comunidade. O objetivo do encontro foi aprimorar a compreensão da sociedade sobre o papel de cada organismo de governo dentro do fluxo de atendimento às mulheres vítimas de violência. O conceito de rede de enfrentamento à violência contra as mulheres diz respeito à atuação articulada entre as instituições/serviços governamentais, não governamentais e a comunidade, visando ao desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção e de políticas que garantam o empoderamento e construção da autonomia das mulheres, os seus direitos humanos, a responsabilização dos agressores e a assistência qualificada às mulheres em situação de violência.
O chefe da divisão de estatística e Coordenador do Observatório da Violência contra a Mulher da Secretaria de Segurança Pública, Major Luis Fernando de Oliveira Linch, apresentou os dados estatísticos da violência contra a mulher e a Patrulha Maria da Penha. "Este é um trabalho inovador que estamos realizando no Rio Grande do Sul e que já está sendo procurado por outros estados", explicou. O observatório reúne dados estatísticos e fomenta o debate para que os casos de violência não caiam no esquecimento. "O monitoramento mostra que entre 2012 e 2013 houve queda de 12,7% nos casos de estupro e de 9,8% dos femicídios. São dados para comemorar, mas não descansar", complementa.
A delegada de polícia titular da DEAM de Bento Gonçalves Isabel Pires Trevisan, detalhou os projetos que são desenvolvidos no município. "A delegacia é a porta de entrada da maioria dos casos. Precisamos da ajuda dos demais órgãos para dar o suporte necessário para a mulher agredida", observa. A delegada destacou ainda a parceria com a Prefeitura para a implantação e manutenção de um núcleo da Polícia Civil dentro do Policiamento Comunitário. Bento Gonçalves foi o primeiro município no país a contar com este núcleo, onde os policiais em horários fora do expediente trabalham nas comunidades em ações como a prevenção da reincidência das agressões.
O funcionamento da Sala Lilás foi explicado pela corregedora do Instituto Geral de Perícias e Coordenadora da Sala Lilás, Andréia Brochier Machado. Trata-se de um ambiente diferenciado, privativo e acolhedor, enquanto a vítima aguarda pelo atendimento de peritos, psicólogos e assistentes sociais, entre outros profissionais. Há também kits padronizados de coleta para as vítimas de agressão sexual.
Ao final do encontro foi lida uma moção de apoio às DEAMs. O documento foi elaborado no último dia 20 de março, durante o XII Fórum Regional de Políticas para as Mulheres das Regiões da Serra, Campos de Cima da Serra e Hortênsias do Rio Grande do Sul, realizado em Bento Gonçalves.

Assessoria de Comunicação Social Prefeitura
Foto: Gustavo Bottega

31 de março de 2014

24 MULHERES PARTICIPAM DAS OFICINAS DE GUIRLANDAS DE PÁSCOA


Durante o mês de março, a Secretaria de Habitação e Assistência Social, Gabinete da Primeira Dama e Coordenadoria da Mulher promoveram oficinas de guirlanda de Páscoa. Cerca de 24 mulheres participaram das atividades, que aconteceram nos Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), dos bairros São Roque, Vila Nova e Cidade Alta.

Conforme a Secretária de Habitação e Assistência Social, Rosali Fornazier, as oficinas proporcionaram o fortalecimento de vínculos entre as participantes. "Além de aprender uma nova atividade, as participantes confeccionaram um enfeite para aguardar a páscoa junto as suas famílias", destaca.

 

Assessoria de Comunicação Social Prefeitura

CAMINHADA E SHOW ENCERRAM PROGRAMAÇÃO DO MÊS DA MULHER

Março foi marcado por uma intensa programação voltada às mulheres bento-gonçalvenses. Neste domingo, dia 30 de março, o evento Mulheres em Movimento marcou o encerramento da programação do Mês da Mulher. As atividades iniciaram com uma caminhada saindo da Igreja São Bento em direção ao Ginásio Municipal de Esportes. Após foram realizadas atividades físicas e apresentações musicais com os alunos da Musical Center e com a cantora Camila Farina. A ação foi resultado de uma parceria entre a Coordenadoria da Mulher, Secretaria da Juventude Esporte e Lazer, Secretaria de Habitação e Assistência Social, Sesc, com o apoio da Corsan. Ao final, as participantes foram presenteadas com uma caneca.
Assessoria de Comunicação Social Prefeitura
Foto: Carina Furlanetto


26 de março de 2014

Participação da Mulher na vida política

O dia 08 de Março, dia internacional da mulher, convida-nos a uma reflexão sobre as mulheres e o mundo da política. Pensar no papel social desempenhado pelas mulheres na sociedade brasileira (mais especificamente sob a ótica da política) é sempre um exercício interessante, principalmente quando levamos em consideração uma sociedade como a nossa, construída sob a égide do machismo, do patriarcalismo, na qual o homem sempre ocupou o espaço público e a mulher, o privado.
 Mas e na política, ainda temos um espaço fechado entre os homens? Não, isso vem mudando, e aparticipação política das mulheres é prova disso, seja como eleitoras (desde a década de 1930), seja como candidatas a cargos públicos, mas tal mudança ocorre a passos lentos. Porém, mesmo que ainda tímida, a presença cada vez maior de candidatas é algo fundamental para o fortalecimento da democracia, afinal, a representatividade feminina é extremamente necessária quando pensamos nas lutas pelos direitos das mulheres em um contexto no qual, como se sabe, ainda há muito preconceito, exclusão e violência contra elas. Ao apontarmos que dentre os eleitores no Brasil as mulheres são maioria (pouco mais de 51,7% do total, segundo o governo federal), certamente este é um aspecto explorado pelos candidatos (ou candidatas) na tentativa de arregimentar esse voto feminino. Mais do que isso, é um indício de que há a necessidade de atenção para essa parcela considerável da população, ainda mais em se tratando de uma sociedade que busca se fortalecer enquanto democracia. Esta, por usa vez, já há algum tempo vem se consolidando, e uma participação maior das mulheres vai ao encontro disso.
 Na década de 70 do século passado, as mulheres representavam 35% do eleitorado, ultrapassando a marca dos 50% no ano de 2006, quebrando a hegemonia do eleitorado masculino. Em relação à disputa eleitoral, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de candidaturas femininas alcançou 31,7% do total de registros nas últimas eleições de 2012, o que significa certo avanço.
 Mas uma pergunta vem à tona: esse aumento na participação do voto pelas mulheres é a confirmação de que elas estão conquistando seu espaço? Podemos dizer que sim, embora os desafios encontrados pelas mulheres tanto na política quanto na sociedade de modo geral (e um bom exemplo são as dificuldades no mercado de trabalho) ainda são consideráveis. No entanto, mesmo que possamos dizer que as mulheres estão conquistando seu espaço, é preciso considerar que, por conta das chamadas cotas, fruto de políticas afirmativas para ampliar a participação feminina, os partidos são obrigados a reservarem uma participação de, no mínimo, 30% para cada sexo.
 Dessa forma, a ampliação da participação das mulheres, em termos dos registros de candidaturas, não está ligada apenas a uma maior sensibilização quanto à importância da política entre elas ou à revolução da mulher (do feminismo) desencadeada na década de 1960 ou, ainda, à ampliação da politização da sociedade civil de modo geral, tal crescimento pode ser associado à obrigatoriedade do cumprimento de uma lei eleitoral. Obviamente, a própria instituição dessa lei foi resultado de uma luta pela maior participação feminina, o que pode ser considerado um avanço. Contudo, vale ressaltar que leis e as normas por si só possuem um poder relativo (embora sejam importantes instrumentos) na luta contra o preconceito, seja ele de qualquer natureza.
 Nesse sentido, o maior número de candidaturas pode ser associado a uma maior emancipação feminina, o que não deixa de ser fato quando avaliamos as mudanças e transformações pelas quais o papel da mulher brasileira passou, mas não se resume a isso. Mesmo assim, segundo o site da Câmara dos Deputados federais, um estudo da União Interparlamentar, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), colocou o Brasil em 120º lugar em um ranking da proporção de mulheres nos parlamentos, o que significa estar atrás de países islâmicos como Paquistão, Sudão e Emirados Árabes Unidos.
 O papel social da mulher e sua posição na sociedade brasileira ainda são permeados de contradições. Em termos quantitativos, basta analisarmos alguns dados apresentados pelo governo, observando-se que a participação das mulheres na Câmara dos Deputados é de 9% e, no Senado, de 10% do total. Além disso, o número de governadoras de estado também ainda é muito pequeno.
 Obviamente, a eleição da primeira presidenta do Brasil contribuiu de alguma maneira para mudar esse quadro de atrofia da participação feminina e talvez motivar outras candidaturas de mulheres. O significado desse evento do ponto de vista de uma afirmação da figura de Dilma em um cenário absolutamente masculinizado ao longo da história (já que o poder sempre esteve associado à figura do homem) ficou estampado em sua preferência em ser tratada por presidenta e não presidente, embora as normas da língua culta admitam as duas formas. Falar em diferenças comportamentais entre homens e mulheres no exercício de alguns cargos e funções trata-se de algo bastante relativo, pois aspectos como questões morais não necessariamente manifestam-se de forma diferente a depender do sexo. Assim, bom governante é aquele que tem compromisso com a democracia e com a coletividade, seja homem ou mulher. 
Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

25 de março de 2014

Autoridades cumprimentam Justiça Eleitoral por campanha “Mulher na Política"

A campanha institucional “Mulher na Política”, lançada na tarde desta quarta-feira (19) em sessão solene do Congresso Nacional  pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio, foi aplaudida por parlamentares, ministros e sociedade, representada, principalmente, por mulheres convidadas.
Histórico
Em dezembro do ano passado, as senadoras Vanessa Grazziotin e Ana Amélia Lemos e as deputadas federais Jô Moraes, Rosane Ferreira , Rosinha da Adefal  e Gorete Pereira, representando a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, pediram apoio ao presidente do TSE no sentido de promover campanha de estimulo à presença das mulheres na política brasileira, em conformidade com o que estabelece o art. 93-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), introduzido pela chamada Minirreforma Eleitoral (Lei nº 12.891/2013).
Segundo o dispositivo, o TSE, no período de 1º de março a 30 de junho dos anos eleitorais, “poderá promover propaganda institucional, em rádio e televisão, destinada a incentivar a igualdade de gênero e a participação feminina na política”.
Repercussão
A deputada federal Benedita da Silva apoia a campanha do Tribunal e ressalta que é preciso compromisso da mulher com a causa. “Este é um grande momento. Nós temos a certeza que outras campanhas virão, mas esta, na minha avaliação, é uma campanha histórica do TSE, tomando para si essa responsabilidade. Não poderia ser outro órgão, senão o Tribunal Superior Eleitoral, que reconhece e sabe que nós mulheres somos a maioria de eleitoras e que nós também somos a minoria em participação política nos espaços de poder e nos espaços de decisão. Foi um grande passo”, concluiu a deputada.
Na opinião da senadora Ana Rita, a campanha de incentivo à participação da mulher na política promovida pelo TSE tem grande importância. “É muito bom o TSE se envolver e estimular a participação das mulheres na política. Achei a campanha feita em um bom momento. É preciso que haja, por parte do Tribunal Superior Eleitoral, esse apoio que é de fundamental importância para as mulheres brasileiras”. A senadora ainda parabenizou o TSE e todos os ministros que se dispuseram a assumir a campanha.
A deputada Rosinha da Adefal disse que a campanha é imprescindível. Ela destacou que o TSE está sempre preocupado com as minorias e que ela já vem de outras lutas, de outras minorias, como a de pessoas com deficiências, que somam 45 milhões de brasileiros. A deputada lembrou que nas últimas eleições foi muito importante a campanha de acessibilidade, também promovida pelo TSE, que facilitou a votação desses eleitores.

Na opinião do senador Eduardo Braga, está se institucionalizando uma campanha que dará uma consciência à população para maior participação das mulheres na democracia e na disputa por cargos eletivos. “O Brasil é um país que tem a maioria da sua população do gênero feminino e precisa aumentar a sua representação na vida pública”, ressaltou o senador.

Convidada para a sessão solene, a jornalista Mara Régia, que tem uma trajetória de vários programas de rádio enfocando a pouca representatividade das mulheres no Congresso brasileiro, reagiu de forma positiva ao vídeo apresentado nesta quarta-feira no Congresso Nacional. Para ela, o filmete, com a voz de um homem no lugar da mulher, significa que as mulheres não precisam mais mandar recado. “Palavra de mulher tem poder e a gente tem mais é que assumir esse nosso papel na política. Aliás, um grande ganho dessa campanha é a valorização da política no momento em que sofremos tantos revezes, tantas manifestações contrárias, e a gente sabe que é pelo caminho da política que se exerce o poder e, se não trilharmos esse caminho, nunca chegaremos lá”, destacou.
Ministras
A ministra da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, afirmou ser extremamente importante o TSE assumir institucionalmente a primeira campanha que propaga e que defende a luta das mulheres na política. Ela agradeceu, em nome do Governo Federal, aos integrantes do Congresso Nacional e a atitude do TSE de convocar as mulheres e a sociedade brasileira pela maior participação feminina no processo político.
“Estamos no mercado de trabalho, estamos enfrentando a violência contra as mulheres, diminuindo os índices de mortalidade materna, mas a representação nossa não reflete o protagonismo da mulher na sociedade e na democracia brasileira”, disse, acrescentando que a acessibilidade da mulher na política necessita da compreensão por parte dos partidos políticos. 
Luciana Lóssio, ministra do TSE ,ressaltou que a Justiça Eleitoral foi a primeira entre as justiças ater a maioria formada por mulheres. “Eu acho que é uma campanha importantíssima e a Justiça Eleitoral, como sempre, é uma Justiça de vanguarda. Na Presidência da ministra Cármen Lúcia, éramos quatro mulheres e três homens”, lembrou.
GA, LC, BB, JP, RC, EM/DB

CAMINHADA MULHERES EM MOVIMENTO


No próximo dia 30 de março, será realizado o evento Mulheres em Movimento. A ação é uma parceria entre a Coordenadoria da Mulher, Secretaria da Juventude Esporte e Lazer, Secretaria de Habitação e Assistência Social, Sesc, com o apoio da Corsan.

A atividade será realizada a partir das 8:30 com a concentração na Igreja São Bento. Logo após uma caminhada até o Ginásio de Esportes será realizada para comemorar as lutas e conquistas das mulheres. A partir das 9:30 serão realizadas atividades de dança, ginástica e apresentações artísticas.

A coordenadora da Coordenadoria da Mulher, Regina Zanetti, destaca que a atividade, que encerra a programação da mulher, foi idealizada para colocar as mulheres em movimento. "Vamos encerrar nossa programação com uma caminhada, atividade que faz bem para a saúde, para autoestima, para o coração", comemora.

A coordenadora ainda ressalta que as participantes devem vestir lilás, roxo, rosa ou braço.

08:30: Concentração para caminhada na Igreja São Bento
09:30 Atividades em frente ao Ginásio Municipal de Esportes


Assessoria de Comunicação Social Prefeitura




21 de março de 2014

CURSO DE DEGUSTAÇÃO PARA MULHERES

Nesta quarta-feira, 19, uma Degustação de Vinhos e Espumantes foi promovida especialmente para mulheres. O evento realizado pela Secretaria de Turismo e Coordenadoria da Mulher foi realizado no Dall'Onder Grande Hotel. Na ocasião o enólogo André Peres Junior apresentou a cerca de 12 mulheres o universo dos vinhos, ressaltando o sabor, aroma, textura e os encantos da bebida símbolo da região. O curso integra a programação do mês da mulher. 

Assessoria de Comunicação Social Prefeitura
BANCO DE IMAGENS

14 de março de 2014

SARAU COMEMORA O MÊS DA MULHER



Um sarau feminino marcou a noite desta quinta-feira,13, na Fundação Casa das Artes. O evento em comemoração ao mês da mulher contou com a presença das escritoras Bento-gonçalvenses Ietive Fianco D'Arrigo, Haidê Vieira Pigatto e Denise da Ré e a Secretária de Educação, Iraci Luchese Vasques.

Para a coordenadora da Coordenadoria da Mulher, Regina Zanetti, o evento além de comemorar o mês da mulher, buscou valorizar os talentos locais. "Foi um momento especial nesta programação, pois contamos com a presença de talentos femininos da nossa terra", comenta.


Assessoria de Comunicação Social Prefeitura
Foto: SECULT

CURSO DE DEGUSTAÇÃO DE ESPUMANTES PARA MULHERES

Integrando a programação do Mês da Mulher, ocorre na próxima quarta-feira, dia 19, um curso de degustação de espumantes para as mulheres. O evento será realizado no centro de eventos Pinot - sala C, do Dall'Onder Grande Hotel. Serão degustados três moscatéis e três brut rosés. As inscrições são gratuitas. Informações e reservas: 3455-3576.


Assessoria de Comunicação Social Prefeitura

OFICINAS DE GUIRLANDAS DE PÁSCOA

Gabinete da Primeira Dama

O Gabinete da Primeira Dama, e a Coordenadoria da Mulher informam  que  estão  abertas  as  inscrições para  a  oficina  de  Guirlandas  de Páscoa.  A  atividade  será  oferecida gratuitamente, nos CRAS I, II e III de 10  a  17  de  março,  à  tarde.


Mais informações nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município:  
CRAS I
Rua Arlindo Franklin Barbosa, 251 Bairro São Roque - 3451-4833- Junto à Unidade Básica de Saúde  

CRAS II
Av. Osvaldo Aranha, 1479 - Sala 101- Bairro Cidade Alta- 3055-7347 Ao lado da agência da Caixa Econômica Federal.  

CRASIII
Rua Carlos Dreher Neto, 650 - Bairro Vila Nova- 3451-4884 Próximo a Unidade Básica de Saúde.

DIA DA MULHER COMEMORADO COM INTENSA PROGRAMAÇÃO



Na manhã deste sábado, 08, uma intensa programação foi realizada na Via Del Vino para comemorar o Dia Internacional e Municipal da Mulher. Promovido pela Prefeitura, através da Coordenadoria da Mulher e Gabinete da Primeira Dama o evento contou com diversos serviços para população. Além disso, foi realizado o lançamento do Calendário e do logotipo 2014 da Coordenadoria da Mulher.


Foram oferecidos serviços como verificação de pressão arterial e testes de glicose; conscientização e distribuição de material através da saúde da mama; orientações jurídicas via OAB; distribuição de mudas; ginástica funcional; medição de índice de massa corporal (IMC) e índice de cintura e quadril (ICQ); teste de visão, bem como a realização de uma feira de adoção de animais.

Para Primeira Dama, Cynthia B. Gomes Costa Pasin, a programação do mês da mulher tem como objetivo principal celebrar os avanços e as conquistas das mulheres, e só foi possível graças ao envolvimento dos diversos setores da administração Municipal e Rede de Atenção da Mulher. "Gostaria de parabenizar todos que se envolveram na programação do mês da mulher e destacar que estas ações foram possíveis graças a participação de diversas secretarias e órgãos do governo, como também de nossa comunidade", destaca.

Na manhã de sábado as mulheres também conheceram o calendário 2014 da Coordenadoria da Mulher. Instituído em 2008, o calendário tem como objetivo homenagear as mulheres Bento-gonçalvenses. Conforme a Coordenadora Regina Zanetti, neste ano foi escolhido o tema 'Mulher: Nós queremos. Nós podemos. Mudar é preciso'. "O calendário foi feito para que todos os dias as mulheres lembrem da busca pela valorização social e igualdade de trabalho", celebra.

A coordenadora ainda destaca a nova marca da coordenadoria que traz como símbolo um Beija-Flor estilizado, que marca a liberdade, suavidade, persistência, a beleza, o trabalho e a dedicação da mulher.  A marca foi criada pela Assessoria de Comunicação em parceria com a coordenadoria. "As cores simbolizam a diversidade de raças, credos, etnias, culturas e gêneros que formam o nosso Município", concluí.

A programação do mês da Mulher durante todo o mês no Município. Confira a programação http://www.bentogoncalves.rs.gov.br/noticia/coordenadoria-divulga-programacao-do-mes-da-mulher


Assessoria de Comunicação Social Prefeitura
Foto: Gustavo Bottega

5 de março de 2014

CERCA DE 22.500 PRESERVATIVOS DISTRIBUÍDOS NO CARNAVAL

A Prefeitura, através da Coordenadoria dos Direitos da Mulher em parceria com o Sindilojas Jovem realizou no período dos festejos carnavalescos a Campanha "Carnaval legal é carnaval sem AIDS". Nos dias de folia foram distribuídos 22.500 unidades de preservativos e 5 mil abanadores, nos locais de concentração dos blocos carnavalescos. 


Assessoria de Comunicação Social Prefeitura
Foto: Coordenadoria da Mulher

Mulheres em Movimento